GGV Consultoria: Entenda a estrutura organizacional de Mintzberg

Entenda a estrutura organizacional de Mintzberg

O desenho de uma estrutura organizacional, como a desenvolvida por Henry Mintzberg, é de suma importância para que uma empresa funcione bem, já que ele contempla fatores como as relações de autoridade e poder, as formas de divisão do trabalho, a coordenação das tarefas, e vários outros elementos chave.

Mintzberg, renomado acadêmico canadense e autor de vários livros de administração, é o mentor do desenho tido como referência para organizações ideais. Mintzberg definiu a estrutura organizacional como “a soma total das maneiras em que se divide o seu trabalho em tarefas distintas e, em seguida, realiza a coordenação entre elas”.

Saiba mais sobre a estrutura organizacional no nosso artigo de hoje!

Como se divide a estrutura organizacional

Cada configuração contém seis componentes:

1. Núcleo operacional

As pessoas diretamente relacionadas com a produção de produtos ou serviços.

2. Ápice estratégico

Atende às necessidades das pessoas que controlam a organização.

3. Linha intermediária

Os gestores que ligam o vértice estratégico com o núcleo operacional.

4. Tecnoestrutura

Os analistas que projetam, planejam, mudam ou treinam o núcleo operacional.

5. Equipe de apoio

Os especialistas que fornecem suporte para a organização fora das atividades do núcleo operacional.

6. Ideologia

As tradições e crenças que tornam a organização única.

Estes componentes são ligados por quatro fluxos:

  • Autoridade;
  • Trabalhar materiais;
  • Em formação;
  • Processos de decisão.

Como é desenvolvida a estrutura organizacional

A estrutura organizacional depende da própria organização, os seus membros, a distribuição de energia, do ambiente e do sistema técnico. Decisões de design podem ser agrupadas em:

  • Design de posições;
  • Design das superestruturas;
  • Design de ligações laterais;
  • Design do sistema de tomada de decisão.

Constelações de trabalho são cliques quase independentes de indivíduos que trabalham em decisões adequadas ao seu nível na hierarquia. Estes grupos vão desde o formal para o informal.

Definições de configuração de trabalho

Mintzberg usou componentes, fluxos, constelações de trabalho e mecanismos de coordenação para definir cinco configurações:

1. Estrutura simples

Configuração empresarial: conta com supervisão direta do vértice estratégico, o CEO da empresa.

2. A burocracia da máquina

Grandes organizações: baseia-se na padronização dos processos de trabalho pela tecnoestrutura.

3. Burocracia profissional

A empresa de serviços profissionais: baseia-se na padronização dos profissionais de habilidades e conhecimentos no núcleo operacional.

4. Formas divisionais (diversificadas)

Organização multidivisional: depende de padronização de saídas. Gerentes de médio prazo executam divisões independentes.

5. Adhocracy (organização inovadora)

Organizações do projeto: estrutura altamente orgânica com pouca formalização. Depende de ajuste mútuo como o mecanismo chave de coordenação dentro e entre estas equipes de projetos. Em trabalho posterior Mintzberg acrescentou mais duas configurações:

6. Forma missionária

Coordenação ocorre com base em ideologias comumente realizada ou crenças: padronização de normas.

7. Forma política

Nenhuma forma de coordenação é dominante: o controle é baseado na formação de alianças.

Cada configuração representa uma força que puxa organizações em diferentes direções estruturais. Por exemplo, os operadores querem profissionalizar sua unidade para controlar o seu trabalho. Portanto, são favoráveis a uma burocracia profissional baseada na padronização de competências.

A estrutura de uma organização é escolhida, em grande medida, com base no poder de cada um dos seis componentes elencados por Mintzberg. A classificação de Mintzberg, no entanto, é apenas uma maneira de olhar para as diferentes formas de estruturar as organizações.

Para saber mais sobre este tema, não deixe de acompanhar nossos outros posts. Deixe um comentário e nos conte o que achou! Mande suas dúvidas e participe da nossa discussão!

 



Autor: Gustavo Resende
Mercadólogo, especialista em finanças e Diretor de projetos da GGV com skills orientadas a gestão de negócios, finanças e relacionamento empresarial.

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